Pra onde você tem olhado?

“Eu sempre digo ao meu marido que de vez em quando é bom a gente olhar pra trás, porque a gente sempre acaba encontrando alguém pior que agente.”
Ouvi isso hoje ao ser abordada na entrada de um pequeno supermercado que sou acostumada a ir.
Uma senhora que ao me ver de muletas (imagine se ela tivesse me visto de cadeira de rodas) se aproximou disse que havia usado muletas por um ano e que tinha sido horrível, me perguntou por quanto tempo eu usaria as muletas, eu disse que era permanente, depois me fez mais algumas perguntas e chegou à conclusão que minha vida era pior que a dela, ao ponto de dizer o que mencionei a cima.
Olhei pra ela e vi uma mulher de aparência desorganizada, carente, andando aleatoriamente, e se abrindo pro primeiro que lhe desse um pouquinho da atenção (eu), sem noção da própria situação.
Ao me ver de muletas ela foi arremetida a lembranças ruins e concluiu que a minha situação era pior porque eu usaria muletas por tempo indeterminado, então pra ela, eu era o “olhar pra trás” dela.
Porque será que fazemos isso?
Olhamos e analisamos o outro com nossos parâmetros.
Em alguns segundos de análise decidimos que o outro tá “ferrado” e pronto. O diagnóstico tá feito.
Os limites de cada um é personalizado, individualizado, único.
Nem todo mundo tem medo de escuro, de cobra, de água, de altura, etc.
E nem todo mundo se desespera por ter que usar muletas e cadeira de rodas. RS
Nem todo mundo se breca por causa dos seus limite, alguns se fortalecem tentando superá-los.
Uns até conseguirão, outros apenas conviverão com eles.
O importante é que cada um ache a sua maneira de conviver com eles de maneira confortável, com equilíbrio, serenidade e paz.
Ah! Sabem o que eu disse pra ela.
“A senhora tem razão, mas hoje a senhora acaba de olhar é pra frente.” RS

Wal Siqueira

Walderez Siqueira

Santos, São Paulo, Brasil

Hoje, tudo o que eu mais quero, é sentir a vida de forma serena, gostosa, simples e natural!

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